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Quadril representa 20% das lesões no ballet

Dançarinos, National American Ballet, 1924. Washington, D.C.

 

Posições praticadas por bailarinos clássicos sobrecarregam o quadril e causam problemas ortopédicos

 

A incidência anual de praticantes de ballet clássico com lesão ortopédica pode chegar até 70%.Grande parte acomete jovens entre 12 e 18 anos e requerem, pelo menos, uma sessão de fisioterapia. Segundo o ortopedista Henrique Gurgel do Instituto de Ortopedia do HCFMUSP, ligado à Secretaria de Estado de Saúde, 20% das lesões são de quadril.

 

Os principais problemas encontrados são: dores anteriores e laterais (bursite, tendinite, ressalto); impacto femoroacetabular (quando o fêmur bate na borda do acetábulo); fratura de estresse, e outras lesões musculares. “O impacto femoroacetabular é causado pela hipermobilidade, comum no ballet, e pode lesionar a cartilagem, lesão que quando não tratada pode evoluir para uma artrose”, alerta o ortopedista.

 

As posturas típicas do ballet são rotação externa, flexão e abdução (aberturas). “ Há uma posição em que é preciso deixar os pés alinhados em 180% (En dehors), muito feita na modalidade, que encurta a musculatura posterior e lateral do quadril, e causa fraqueza  na musculatura que faz rotação interna e a adução, levando ao desequilibrio muscular.

 

Para prevenir os problemas ortopédicos é preciso levar em conta os fatores risco como dores já existentes, técnica e fortalecimento muscular. “ A musculatura região lombopélvica deve  ser forte para garantir, em um movimento grande de amplitude, que o dançarino não se lesione ou sofra algum tipo de impacto”, orienta Gurgel. “É importante que o bailarino saiba que só a prática do ballet não fortalece a musculatura”, completa.

 

Segundo a fisioterapeuta Claudia Cernigoy,  o ideal é associar as aulas de ballet com fisioterapia e outras terapias que proporcionam técnicas de estabilização da musculatura. “O fato de bailarinos andarem com os pés virados para os lados indica esta postura típica do quadril observada no ballet”, relata a fisioterapeuta.

 

A correção de técnicas erradas e excesso de treino também são fatores de riscos que devem ser considerados. “É importante que o dançarino procure um especialista ao sentir qualquer desconforto, para que a lesão não evolua para um problema crônico e futuramente para a colocação de prótese”, finaliza ortopedista.

 

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